segunda-feira, 30 de abril de 2012

O samba do Quinteto em Preto e Branco na Galeria Olido

Apresentações integram a programação do "Terça de Samba"
Trazendo seu samba, o Quinteto em Branco e Preto invade a programação da Galeria Olido. Os shows acontecem todas às terças do mês de maio, às 19h, com entrada Catraca Livre.

Formado por Magnu Sousá, Everson Pessoa, Maurílio de Oliveira, Yvison Pessoa e Vitor Pessoa, o grupo apresenta canções de seu quarto e mais recente álbum, “Quinteto”, além de trabalhos de discos anteriores, como “Xequeré” e “Novo Viver”.

Músicas como “Patrimônio da Humanidade”,  “Cabrochinha”, e sucessos de Adoniran Barbosa também integram o repertório do quinteto.


Quinteto em Branco e Preto
de 1 a 31/05 - Terças às 19:00
GALERIA OLIDO  
Avenida São João, 473 – República
Tel.:  (11) 3331-8399    

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Sambista Dicró morre em Magé, no Rio, vítima de infarto

Conhecido por suas letras bem-humoradas, músico tinha 66 anos e sofria de diabetes; artistas lamentam perda do compositor

Morreu, aos 66 anos, no final da noite de quarta-feira (25), em Magé, na região metropolitana do Rio de Janeiro, o sambista Carlos Roberto de Oliveira, o Dicró, que ganhou notoriedade com letras bem-humoradas e de duplo sentido.

Lutando contra os efeitos da diabetes, o cantor e compositor passou mal em casa, no bairro de Mauá, por volta das 22h, após retornar do hospital onde havia realizado uma sessão de hemodiálise. Segundo parentes, Dicró, antes de sofrer o infarto, reclamou de dores na cabeça. Mesmo encaminhado para o Hospital Central de Magé, o sambista não resistiu e morreu.

O enterro de Carlos Roberto de Oliveira ocorreu no final da tarde desta quinta-feira (26) no Cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita, cidade natal de Dicró, também na Região Metropolitana do Rio.

Ouça músicas e aprenda letras de Dicró

Vascaíno, Dicró nasceu em 14 de fevereiro de 1946, e se especializou em sambas satíricos, cujas letras davam ênfase ao dia a dia do subúrbio e da Baixada Fluminense. O apelido "Dicró" veio da assinatura que ele utilizava com as suas iniciais "De C.R.O." quando fazia parte dos compositores de um bloco de Nilópolis.

Entre alguns dos sambas bem-humorados de sua autoria estão "A Vaca da Minha Sogra", "Botei Minha Nega no Seguro", "Funeral do Ricardão", "Olha a Rima" e "Chatuba".

Em seus perfis no Twitter, vários artistas se manifestaram sobre a notícia. "Vou fazer um bingo lá na casa da Vovó", escreveu Tom Cavalcante, citando a música "O Bingo", que prossegue com o verso "o prêmio é a minha sogra". "Vai com Deus, meu amigo Dicró", concluiu o humorista.

Leandro Sapucahy, o rapper Emicida e MV Bill também lamentaram a morte do sambista. "Dicró é dos caras que vão deixar muita saudade", afirmou Emicida, "que a terra lhe seja leve, malandro".

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Todo dia é Dia do Índio!


Foi colocado no ar, ontem, uma página especifica para disseminação de informações sobre a distribuição da população autodeclarada indígena no território brasileiro, com base nos resultados censitários. 


Anuncia, ainda, a divulgação em julho da publicação 'Censo Demográfico 2010: características gerais dos indígenas: resultados do universo'.


http://www.ibge.gov.br/indigenas/index.htm


E o que há pra se comemorar?


Em todo o Brasil, milhares de índios estão sendo arrancados violentamente de suas terras por ruralistas, especuladores, muitos não suportam a pressão e se suicidam.


Em nome do capital, invadem, matam, levam drogas, para tomar a terra, não se importando com seus verdadeiros donos.



Assine a petição em defesa do povo indígena do Xingu
Apoio internacional do Cacique Raoni e representantes dos povos indígenas do Xingu (Brasil) contra a proposta Belo Monte


Assinar a petição Raoni


Leia mais: 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Semanas Martin Luther King 9º ano - abril 2012

Na Palas Athena homenagem a Martin Luther King
14 de abril, sábado, 16h a 18h 
 Alameda Lorena, 355, Jardim Paulista – São Paulo


Entrada gratuita - não é necessário fazer inscrição prévia Semanas Martin Luther King é uma ocasião para celebrar os avanços conquistados nas últimas décadas, quando se criaram metodologias para expressar indignação sem violência e promover reparação e dignidade nas bases das organizações sociais. Vivemos numa época marcada por grandes transições climáticas, econômicas e culturais, momento oportuno para mobilizar outras mudanças que potencializem nosso desenvolvimento ético e humano.

A Palas Athena organiza há nove anos no mês de abril a disseminação do legado e trajetória do líder pacifista, revelando sua continuidade e atualidade. Suas atitudes, propostas e ideias trazem suporte ao desafio de tornar visíveis as consequências negativas dos preconceitos, da discriminação, do racismo e todos os comportamentos que, ao longo da história, naturalizaram a exclusão. Martin Luther King é uma inspiração para a difusão da segregação e da intolerância como práticas incongruentes à democracia e à justiça que se pretende alcançar em nosso século.


Convidamos você, organizações, escolas e comunidades do Brasil todo para criar, ao longo do mês de abril de 2012 em seus próprios espaços, atividades e ações de convívio e cidadania alinhadas com os princípios, sonhos e valores que inspiram e buscam a conquista de direitos civis de pessoas e povos oprimidos.

Grandes temas 
a. Corpos invisíveis do nosso país;
b. Erradicação do trabalho escravo;
c. Inclusão, como se faz?
d. Respeito e dignidade: como conviver com as diferenças? 
e. Realidade e mudanças de paradigmas: é hora de agir!

Leonardo Sakamoto é jornalista e doutor em Ciência Política. Cobriu conflitos armados e o desrespeito aos direitos humanos em Timor Leste, Angola e no Paquistão. Professor de Jornalismo na PUC-SP, é coordenador da ONG Repórter Brasil e seu representante na Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo.

Lourdes Alves de Souza é psicóloga, especialista em Desenvolvimento Local pelo Programa Delnet da Organização Internacional do Trabalho. Compõe a equipe de Desenvolvimento Social do Senac São Paulo. É multiplicadora das metodologias de diálogo e círculos de cultura de paz.
                 
Compartilhamos abaixo o vídeo "Tributo a Martin Luther King" - conquista dos direitos civis pela estratégia da não-violência, e a tradução de um trecho do último discurso do líder pacifista proferido no dia 03 de abril de 1968 (um dia antes da sua morte.), inserido no vídeo.

"Temos alguns dias difíceis pela frente. Mas realmente não importa para mim agora. Porque cheguei ao topo da montanha. Não vou pensar. Como todos, gostaria de viver uma vida longa. Longevidade tem seu lugar. Mas não estou preocupado com isso agora. Só quero fazer a vontade de Deus. E Ele permitiu-me ir até a montanha. E olhei além, e vi a Terra Prometida. Posso não chegar lá com vocês, mas quero que saibam esta noite que somos um povo que vai chegar à Terra Prometida. Então estou feliz esta noite. Não estou preocupado com nada. Não estou temendo qualquer homem. Meus olhos viram a glória da vinda do Senhor."

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A manipulação da TV sobre a população


O Olhar de Veríssimo sobre o BBB

Luiz Fernando Veríssimo

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB  é a pura e suprema banalização do sexo.
Luiz Fernando Veríssimo
É cronista e escritor brasileiro
Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros...todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB  é a realidade em busca do IBOPE.

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB . Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.


Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade. 

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.

Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia. 

Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns). 

Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB:José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema...., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , ·visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.