domingo, 8 de agosto de 2010

Em homenagem a todos os pais e mães que são pais ou pães!

Pais e Pães
Por Sandrah Sagrado

 
Há dias que são dias de pais,
mães, pais, pães.
Pais que são pais
pais que são mães,
mães que são pais,
mais e mais serão.
Todos os dias são dias do amor.
De pães ou pais que são mães.
Ou mães que são pais.
Todo dia é dia de amar.
Filho, mãe, avó, tia, pai, mãe,
ser humano, ser animal e vegetal.
Porque todo dia é dia de vida.
E vivos estão para os abraços,
no espaço estão para as orações,
na distância estão para as saudades,
no coração estão como sempre estarão.
Porque sempre terão seus dias
no alma, no coração e na mente.
Por mais que tenham sofrido e se ausentado,
por mais que tenham errado e acertado,
por mais que tenham sido sem ter estado,
por mais que tenham sido sem quererem ser,
por mais que apenas tenham feito seu dever,
sempre existirão e estarão presentes.
Nas alegrias e nas tristezas,
na saúde e na doença,
porque é um laço infinito
que liga a todos,
em todo o mundo,
em todo o universo,
em todos os seres.
Que sempre haja dia para
que pais sejam pais,
que pais sejam mães
e que mães sejam pais.
Nada é eterno,
mas terna é esta relação
que perdura por toda a eternidade.
Poesia publicada no www.overmundo.com.br  no dia 14/08/08
link  http://www.overmundo.com.br/banco/pais-e-paes

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Mulheres Guerreiras Africanas


Apelo:
PRÊMIO NOBEL DA PAZ 2011 
para as mulheres africanas 
Fonte: Adital
 
ASSINE JÁ A PETIÇÃO ONLINE NO FINAL DESTE ARTIGO.
A África caminha com os pés das mulheres. No desafio da sobrevivência, todos os dias centenas de milhares de mulheres africanas percorrem as estradas do continente à procura de uma paz duradoura e de uma vida digna. Num continente massacrado há séculos, marcado pela pobreza e sucessivas crises econômicas, o papel desenvolvido pelas mulheres é notório.

A campanha, nascida na Itália, já percorre o mundo para incentivar a entrega do Prêmio Nobel da Paz de 2011 para as mulheres africanas.
A proposta é da CIPSI, coordenação de 48 associações de solidariedade internacional, e da ChiAma África, surgida no Senegal, em Dakar, durante o seminário internacional por um Novo Pacto de Solidariedade entre Europa e África, que aconteceu de 28 a 30 de dezembro de 2008.
Chama a atenção a luta e o crescente papel que as mulheres africanas desenvolvem, tanto nas aldeias, quanto nas grandes cidades, em busca de melhor condição de vida. São elas que sustentam a economia familiar realizando qualquer atividade, principalmente na economia informal, que permite cada dia reproduzir o milagre da sobrevivência.
Existem na África milhares de cooperativas que reúnem mulheres envolvidas na agricultura, no comércio, na formação, no processamento de produtos agrícolas. Há décadas, elas são protagonistas também na área de microfinanças, e foi graças ao microcrédito que surgiram milhares de pequenas empresas, beneficiando o desenvolvimento econômico e social, nas áreas mais remotas até as mais desenvolvidas do continente.
Além de terem destaque cada vez mais crescente na área de geração de emprego e renda, as mulheres, com seu natural instinto materno e protetor, lutam pela defesa da saúde, principalmente, contra o HIV e a malária. São elas, as mulheres africanas, que promovem a educação sanitária nas aldeias. E, além de tudo, lutam para combater uma prática tão tradicional e cruel na região: a mutilação genital.
São milhares as organizações de mulheres comprometidas na política, nas problemáticas sociais, na construção da paz.

Na África varrida pelas guerras, as mulheres sofrem as penas dos pais, dos irmãos, dos maridos, dos filhos destinados ao massacre e sabem, ainda, acolher os pequenos que ficam órfãos.
“As mulheres africanas tecem a vida”, escreve a poetisa Elisa Kidané da Eritréia.
Sem o hoje das mulheres, não haveria nenhum amanhã para a África.

Em virtude de toda essa luta e para reconhecer o papel de todas elas é que surgiu a proposta de lançar uma Campanha Internacional para dar o Prêmio Nobel da Paz de 2011, a todas as mulheres africanas. Trata-se de uma proposta diferente, já que esta não é uma campanha para atribuir o Nobel a uma pessoa singular ou a uma associação, mas sim, um Prêmio Coletivo, a todas essas guerreiras.
A ideia é lançar um manifesto assinado por milhões de pessoas, por personalidades reconhecidas internacionalmente e criar comitês nacionais e internacionais na África e em outros continentes. Além de recolher assinaturas, a campanha deve estimular também encontros organizados com mulheres africanas, convenções e iniciativas de movimento.
Nós, latino-americanos e latino-americanas, temos muito sangue africano em nossas veias e em nossas culturas. Vamos gritar nossa solidariedade com a África assinando a petição.

A criatividade dos Movimentos Sociais e Populares, das ONGs, grupos religiosos, universidades, sindicatos, etc., pode inventar mil atividades para difundir essa iniciativa e colocar a mulher africana no centro da opinião pública do mundo.

Pode-se criar comitês, eventos com debates sobre a África, show de artistas locais, palestras nas universidades, nos bairros, nas praças, lançamentos da coleta de assinaturas, etc. Nossa criatividade vai fortalecer os caminhos da África.
Os membros da campanha são todos aqueles que assinarem a petição online. E para fazê-lo é simples.
Para mais informações, contate a Campanha pelo endereço: info@noppaw.org ou segretaria@noppaw.org ou no site http://www.noppaw.org/
PARTICIPE DA CAMPANHA:

domingo, 11 de julho de 2010

Teatro internacional da Cidade Tiradentes! GRATIS

O grupo sul-africano "Magnet Theatre" apresenta
espetáculo no Pombas Urbanas, no bairro Cidade Tiradentes
Nos dias 11, 12, 13 e 14, o grupo de teatro sul-africano Magnet Theatre estará no Centro Cultural Arte em Construção, sede do grupo Pombas Urbanas, no bairro Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo, para intercâmbio artístico.
Na terça-feira (13), às 20h, o Magnet Theatre apresenta o espetáculo “Every Year, Every Day, I Am Walking” (Cada ano, cada dia, estou caminhando), seguido de bate-bapo com o público. A peça conta a história de uma jovem refugiada na África que, brutalmente, perde a família e o lar de forma irrevogável e é forçada a viajar para um lugar novo com muitos perigos e incertezas.
O intercâmbio acontece pouco antes dos grupos Pombas Urbanas, Núcleo Teatral Filhos da Dita (primeira turma de teatro formada pelo Pombas) e Magnet Theatre embarcarem para Belém do Pará, onde participam do VII Congresso Mundial da IDEA 2010 - Viva a Diversidade Viva! Abraçando as Artes de Transformação, realizado pela Rede Brasileira de Arteducadores e pelo Pontão de Cultura ABRAÇÃO, de 17 a 25 de julho.
A programação artística conta com apresentações dos espetáculos “Os Tronconenses” (Núcleo) e “Histórias Para Serem Contadas” (Pombas). No Fórum Mundial de Cultura e Educação Transformadora acontece a exibição do documentário “El Quijote”, espetáculo multicultural, marco do lançamento da Rede Latino Americana de Teatro em Comunidade, que reuniu 16 grupos de teatro da América Latina na sede do Pombas Urbanas, em Cidade Tiradentes (set/out 2009).
Neste mês, o Pombas recebe o Magnet Theatre como parte das ações do Pontão Pombas Urbanas de Teatro em Comunidade (MinC), projeto de três anos que visa o mapeamento de experiências de teatro comunitário a nível nacional.
Sobre o espetáculo Every Year, Every Day, I Am Walking
Esta comovente história contemporânea é contada com imagens evocativas e música. Ela celebra a habilidade do ser humano para curar e recuperar o sentido da dignidade e identidade por meio do poder da imaginação.
O espetáculo foi encomendado pelo Festival Africano de Crianças e Jovens em Yaoundé, Camarões, em 2006, onde foi realizado e muito bem recebido. Dirigido por Mark Fleishman, o elenco conta com as atrizes Jennie Reznek e Yisa Faniswa. A música original é criação de Neo Muyanga; as sequências coreográficas de Ina Wichterich; Julia Anastasopoulos concebeu os cenários e Daniel Galloway a iluminação.
Sobre Magnet Theatre
O Magnet Theatre foi formado em 1987 pela produtora Jennie Reznek. Localizados na Cidade do Cabo, o grupo excursionou por dois anos e meio por Joanesburgo, Londres, Manchester, Edinburgo, Hong Kong e Estocolmo e, em 1994, retornam à África do Sul para continuar a desenvolver a linguagem do teatro físico como um meio para superar as diversidades linguísticas; além de colaborar com outros profissionais em produções de maior escala que abrange uma ampla visão sócio-política.
O grupo tem como missão criar um repertório original de produções sul-africanas, eventos com desempenho inspirador e eficaz nos processos educativos que enfatizam a primazia do corpo humano no ato teatral por meio da exploração de contextos históricos, de estilo contemporâneo e dedicação ao aumento dos níveis de recursos e dinamismo do público e profissionais de teatro na comunidade em geral.
SERVIÇO
Dia 13 de julho, às 20h - Every Year, Every Day, I Am WalkingAutoria: Magnet TheatreDireção: Mark FleishmanElenco: Jennie Reznek and Faniswa YisaDuração: 70 minClassificação: 13 anos
Entrada Franca – Retirar ingressos com 1 hora de antecedênciaIMPORTANTE: Espetáculo em inglês / Bate-bapo mediado pela tradutora Rossana Coppola
Centro Cultural Arte em ConstruçãoAvenida dos Metalúrgicos, 2100
Bairro Cidade Tiradentes – Zona Leste - SP
11 2282-3801 / 2285-7758
www.pombasurbanas.org.br

www.idea2010.art.br

segunda-feira, 28 de junho de 2010

30/06-16h -Imperdível! A Construção da Imagem e a Imagem Construída


Os Crespos apresenta:



A Construção da Imagem e a Imagem Construída
A Construção da Imagem e a Imagem Construída é um projeto de intervenções públicas que investiga a construção da imagem do negro na sociedade contemporânea e seus desdobramentos históricos e qual é a relação entre essa imagem construída  e a construção do olhar desse indivíduo para si mesmo na sociedade hoje.

Esta construção é feita em intervenções públicas que oferecem ao público um momento de reflexão sobre esta questão. Esta é a quinta intervenção. As outras quatro foram:


1ª Intervenção: DOR - realizada em 20/11/2009 no Largo do Paissandu - Centro/SP


2ª Intervenção: IRA - realizada em 13/12/2009 na Feira Preta


3ª Intervenção:  SEXUALIDADE (Haiti Mon Amour) - realizada em 12/02/2010 no Teatro Municipal/SP


4ª Intervenção: GESTUAL (Show-cinema-público) - realizada em /  / 2010 no Minhocão!
Histórico do Grupo
os-crespos2"Os Crespos" surgiu nas dependências de uma das mais importantes escola de interpretação do país, a Escola de Arte Dramática da USP instituição esta, que fora fundada por Alfredo Mesquita em atividade desde 1948. No ano de 2004, acontece um feito inédito na EAD, ingressam cinco alunos negros, e três no ano seguinte. Houve uma organização desses alunos, que tinham em comum a vontade de discutir a sua formação e como foco estudar a história do negro nas artes cênicas e nos multimeios no Brasil, numa instituição em que esta discussão não existia.

No dia 13 de maio de 2005, dia da "abolição" da escravatura o grupo começou suas atividades com o objetivo de levar para a escola a discussão sobre, o que foi e o que representou para o país a assinatura da lei áurea. Na semana da consciência negra o núcleo promove o encontro "Pensando a Negritude", um evento para discutir como o negro foi inserido na história artística do país, e qual o papel que ocupa hoje na sociedade depois da imagem construída. O evento contou com uma mostra de curtas-metragens do cineasta Jéferson De (Narciso do rap, Carolina, e Distraída pra Morte), uma exposição permanente chamada "traços e relatos", e uma mesa redonda com atores, diretores, dramaturgos, professores e alunos. Estiveram presentes Eduardo Silva, Edson Montenegro, Lizete Negreiros, Eugenio Lima, José Fernando Peixoto, entre outros.

Em setembro de 2006 o grupo participou do II fórum Nacional de Performance Negra evento organizado pelo Bando de Teatro Olodum e Cia. dos Comuns e do Congresso de Pensadores negros em Salvador. Neste mesmo ano o grupo forma a Cia Filhos de Olorum, que mais tarde torna-se Os Crespos. Depois de discutir autores como Solano trindade, Marcelino Freire e visitar algumas peças do TEN(Teatro Experimental do Negro) decide montar um espetáculo inspirado na obra "Quarto de Despejo" de Carolina Maria de Jesus.

Paralelo a isto "Os Crespos" recebe o convite de trabalhar com um dos maiores encenadores da atualidade, o alemão Frank Castorff, diretor do lendário Volksbühne (o Teatro do Povo, construído em 1914 por associações operárias e que continua a ser um dos espaços mais influentes do teatro europeu). Em dezembro de 2006 apresentam o espetáculo Anjo Negro + A Missão no Sesc Vila Mariana.

Em novembro de 2006 O Grupo promove em parceria com o "Cinema Popular" da escola de Áudio Visual / Eca um evento para discutir: a política de ações afirmativas Cotas nas Universidades Publicas; uma mesa de debates sobre a "Mulher Negra" na arte. Aconteceram a apresentação do balé folclórico Solano Trindade, workshop de danças africanas da Guine ministrado por uma das integrantes do grupo, Maria Gal (Ex Gal Quaresma) e apresentação do grupo Ilu-Oba de mim junto com a cantora Leci Brandão.

Estiveram presentes: as atrizes Ruth de Souza, Raquel Trindade, a cineasta Lílian Solá Santiago, José Carlos Miranda (coordenador do Movimento negro Socialista), Ana Lucia Lopes (coordenadora do Museu Afro Brasil), Esmeralda Ribeiro poeta e escritora (fundadora do Quilombhoje), entre outros.
Em 2007 a cia. excursionou pela Alemanha, participou do Festival Theaterformer e uma curta temporada no Teatro Volksbühne em Berlim. Alem disso a cia. apresenta também no Volksbühne trechos do processo de criação do espetáculo Ensaio sobre Carolina.

No mesmo ano a cia. estréia "Ensaio sobre Carolina" com a direção de José Fernando de Azevedo (professor da Escola de Artes Dramáticas da USP, dramaturgo e diretor integrante do Teatro de Narradores em São Paulo) com apoio do PAC (Projeto de Ação Cultural-Secretaria de cultura do Estado de São Paulo).

Em 2008 o grupo, continua em cartaz com Ensaio sobre Carolina e apresenta Anjo Negro + A Missão em Salamanca no Festival Castilla y Lion. Em novembro deste mesmo ano realiza a exposição a construção da imagem e a imagem construída - um olhar sobre o negro no cinema, na TV e no teatro.
Em 2009 a Cia realiza juntamente com o Grupo Clariô uma mostra Reflexiva de Filmes em ocasião do dia Nacional de Denúncia contra o Racismo e em junho participa do III Fórum de Performance Negra em Salvador/Ba.

Ainda em 2009 o grupo, continua em cartaz com Ensaio sobre Carolina a partir do dia 15 de setembro ,no Teatro Imprensa,as 5°-feiras e 6°-feiras,até 06 de dezembro,e prepara um novo projeto chamado "A Construção da Imagem e a Imagem Construida, com a a Direção de Eugenio Lima(Bartolomeu).
Fonte: Geledés