domingo, 12 de abril de 2009

Grafite: arte da rua!

Estou publicando aqui esta entrevis€ta muito bem feita por Leonardo Veras, publicada no Digestivo Cultural em 17/06/2008, sobre a paião do francês, Eric Moarechal e a valorização do grafite por ele como arte, o melhor da arte. Compartilho com todos para que conheçam melhor este fotógrafo, para o qual pretendo realizar exposições e procurar patrocínios para tal.


Bate-papo com Eric Maréchal


É em meio ao caos urbano que Eric Maréchal imortaliza em fotografias uma forma de arte que é, ao mesmo tempo, pública e ignorada. Nascido no Marrocos em 1954, esse francês foi iniciado na fotografia com 10 anos de idade. No entanto, tendo enveredado pela área da informática, jamais fotografou profissionalmente. Mas foi justamente seu trabalho como gerente de sistemas que possibilitou suas freqüentes viagens pelo mundo, sendo estas oportunidades para retratar em fotografia os grafites de rua presentes em cada cidade que visitou, que incluem Paris, São Paulo, Berlim, Pequim, Istambul, Joanesburgo e outras. Durante anos, acumulou mais de 22 mil fotos de murais, muitas das quais estão presentes em seu site, UrbanHearts.Eric já realizou exposições na Cidade do México, em Paris e em Tóquio. Em 2005, teve um livro de fotografias, Murografismos, editado pela Universidad Autónoma Metropolitana, no México. Em entrevista por telefone e e-mail, Eric Maréchal expõe suas opiniões acerca da arte urbana.

1. Quando foi que o senhor começou a tirar fotos de murais? Houve alguma motivação especial?
Provavelmente, comecei a retratar murais nos Estados Unidos, mais precisamente em Chicago, onde descobri uma parede de 2 quilômetros de extensão chamada Hubbard Street, conhecida por poucos. Essa parede consistia de painéis de mais ou menos 3x6 metros e tinha sido pintada em decorrência de um projeto da juventude local. As cores e os temas nela presentes eram muito atrativos para mim. Isso deve ter ocorrido por volta de 1985 e toda vez que eu me encontrava em Chicago, conseguia visitar essa parede. Também encontrei arte de rua em São Francisco durante a década de 1980. A partir da segunda metade dos anos de 1990, encontrei alguns murais interessantes em Paris. Mas foi apenas em 2001 que desenvolvi um interesse específico em arte urbana, especialmente depois que descobri São Paulo, Rio de Janeiro e a África do Sul.

2. Como o senhor afirmou anteriormente ("Parce que le mot graffiti est trop souvent associé au vandalisme et à la dégradation des murs de nos villes"), o grafite de rua é freqüentemente associado ao vandalismo e à marginalidade social. Como foi a sua interação com as comunidades próximas aos murais?
Nunca encontrei dificuldades para tirar minhas fotos. Pode haver alguma hostilidade (muito rara) se as pessoas de um subúrbio devastado pensarem que eu estou lá para tirar fotos "exóticas". Há muito preconceito em relação aos artistas: eles (por vezes) expressam marginalidade, mas não são, necessariamente, marginais. A maioria não pratica vandalismo de forma alguma, eles são muito generosos e me recebem como se eu fosse um amigo que aprecia seus trabalhos. A idéia de vandalismo provém da presença quase universal de marcas em forma de pichação que são quase sempre consideradas como uma forma de degradação da propriedade pública e privada. Esses sinais são uma agressão para o cidadão comum que normalmente não procura entender o simbolismo social, as marcações de territórios e as "guerras" de clãs que estão por trás dessas marcas. Pessoalmente, mesmo reconhecendo o interesse social desses sinais, não estou interessado em fotografar pinturas que, para mim, não representam criatividade, poesia e arte.

3. O senhor também já afirmou que o propósito de sua fotografia é revelar uma arte ignorada. Algum dos artistas que foram retratados em suas exposições ganhou alguma forma de reconhecimento?
Com certeza, as pessoas que foram a essas exposições descobriram e foram tocadas por artistas como Paulo Ito, Os Gêmeos, Bugre e Eymard do Brasil, ou MissTic, Nemo, Speedy Graphito, Mesnager, FKDL, C215 da França.

4. O senhor tem alguma idéia de por que o grafite é quase sempre ignorado pelos grandes circuitos artísticos?
Isso está mudando. Com o tempo, mais e mais publicações, galerias e museus estão reconhecendo essa notável forma de arte contemporânea. Estou certo de que veremos isso cada vez mais, mas também acredito que ainda há muita "evangelização" para ser feita. E este é o meu objetivo quando mostro a arte de rua do mundo.

5. Navegando pelo seu site e lendo seu livro, pareceu-me que o grafiteiro Nemo estava entre seus favoritos. Pode me dizer por quê? Quem mais figura entre seus favoritos?
Nemo é uma ótima pessoa e um poeta de nossa cidade [Paris], mas ele não está entre os meus favoritos em termos de criatividade. Gosto do que ele faz, mas seu estilo está um pouco congelado em um único modelo. Meus favoritos são Paulo Ito pelos nus maravilhosos que ele pinta, Eymard pelo seu estilo Modigliani, Bugre pela sua criatividade, Mauro pelo seu expressionismo, e os Gêmeos pelos detalhes impressionantes de seus trabalhos. Há outros como C215 em Paris, FKDL, Speedy Graphito... A lista é longa!

6. Quanto à arte convencional, o senhor gosta de algum artista ou movimento específico?
Sim, o Surrealismo é meu movimento favorito (Magritte, Delvaux, Dalí...)

7. Já que o Surrealismo foi mencionado... É possível perceber elementos surrealistas em muitos dos murais presentes em suas fotografias. O que o senhor pensa dessa relação?
Concordo, o passado está sempre influenciando a produção do presente. Esses artistas de rua também possuem um repertório de imagens, tanto da sua própria experiência de vida quanto do trabalho de outros artistas, com o qual dialogam constantemente. Pode-se perceber influências de vários movimentos do passado na arte de rua.

8. Algo que notei nos murais é uma espécie de unidade aliada à diversidade. Todos eles parecem falar uma linguagem comum com algumas peculiaridades de cada local. O senhor acredita que o grafite é uma forma de arte verdadeiramente globalizada?
Com certeza a arte de rua é universal, mas cada país tem estilos e temas próprios. No México, por exemplo, os murais têm forte motivação política, o que não acontece com tanta intensidade no Brasil. Parece-me que surgiu uma espécie de comunidade internacional e informal de grafite, fazendo uso do inglês e de variações de um estilo que surgiu nos EUA. Em Paris, você pode encontrar um artista espanhol fazendo murais de estilo americano.

9. Ainda no tema do mundo, das cidades que visitou, tem uma preferida? Por quê?
São Paulo, é claro, pela variedade da sua criação artística e pelo sua atmosfera. Em termos de arte de rua, gosto de São Francisco, Chicago e Nova York... Mas Joanesburgo e Berlim são incríveis também.

10. O termo flânuer é utilizado para designar uma pessoa que tem uma relação especial com o ambiente urbano. Alguém que, fazendo uso de um elemento qualquer da cidade, encontra nela uma lógica mais profunda, como uma sinédoque. Um bom exemplo de flâneur é o poeta Charles Baudelaire. Seu trabalho parece com um tipo de flânerie, o senhor tem esse tipo de relação com a cidade?
Gostei muito do seu comentário. Baudelaire desempenhou um papel essencial na minha educação. Quando tinha 16 anos, seu livro Les Fleurs du Mal me fascinou, e desde então Baudelaire se manteve como meu poeta favorito. Ele me levou por viagens que jamais esquecerei. Pensando no meu trabalho fotográfico, desenvolvi uma idéia que me levou a um ponto de encontro entre meus interesses, que são a arte de rua, pôsteres rasgados, macrofotografia de portões enferrujados, de pinturas e paredes degradadas e de manequins de vitrine: todos esses elementos fazem parte da poesia urbana, parte de nossos sonhos e fantasias e eu gosto de acreditar que eles são tão essenciais para o nosso espírito quanto o ar que respiramos.

11. E quanto ao futuro, alguma exposição ou livro planejados?
Já realizei duas exposições em Paris e quero continuar expondo por aqui. Mas o que eu gostaria mesmo de fazer é realizar uma exposição na capital mundial da arte de rua: São Paulo! Gostaria de mostrar a variedade dos grafites fora do Brasil para os artistas brasileiros, para os connaisseurs de arte e, é claro, para o grande público. A edição de um novo livro também seria bem excitante. Murografismos é um bom livro, mas tenho milhares de fotos novas que gostaria de incluir em uma outra publicação. Um projeto para o futuro próximo é a apresentação de 20 fotos de murais em Tóquio, no dia 30 deste mês. Já fiz uma apresentação parecida nessa mesma cidade em 2005 e estou ansioso por esta que está por vir. Também espero encontrar novos murais em Kyoto, Tóquio e Yokohama em agosto.

Para ir alémUrbanHearts Leonardo Veras17/6/2008 às 07h25

sábado, 21 de março de 2009

Dia 27 de março, Dia Mundial do Teatro

Livro Quiz
Dia Mundial do Teatro

Você pode ler este livro on line pelo http://www.livroclip.com.br/ e ainda ler outras obras, se cadastrar no site e receber todas as movidades sobre livros diversos, fazer suas pesquisas em literatura, autores diverso.

domingo, 8 de março de 2009

Feliz Dia Internacional da Mulher


Mulheres!!!

Sandrah Sagrado




Cuidemos para que as meninas não se percam,

não envelheçam embora jovens,

que resgatem seus sonhos,

não desvalorizem seus corpos,

não vendam suas vidas,

não se violentem pela libertinagem,

não se deixem consumir pelas aparências.


Porque ainda serão mulheres.

Como nós que ainda acreditamos no futuro.

Que ainda batalhamos por vidas melhores.

Que acreditamos podermos melhorar o mundo.

Que acreditamos ainda em nossos sonhose que poderemos realizá-los.


Cuidemos para que as mulheres de amanhã,s

ejam conscientes de que ser mulher é recriar a vida

e dar à luz ao mundo

e se iluminar todos os dias como filhas do Criador.


Resgatemos esta inocência das meninas

para que se tornem mulheres melhores,

mulheres com consciência de si

e que conscientes combatam a violência,

resgatem a decência,

também construam um mundo melhor

e acreditem no amor.


De nada vale a liberdade tão dura a ser conquistada

jogada fora a poucas palavras,

a banalização de gestos e valores

e desvalorização da mulher por ela mesma.


Vamos resgatar da mulher a nobreza.

Porque tantas morreram pelos direitos,

agora temos que viver para garanti-los

e resgatar os nossos melhores valores

e resgatar a nossa valorização

enquanto mulheres, mães, amigas, irmãs

e parceiras.


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Feliz Dia Internacional da Mulher

(Que existiu por uma luta de direitos)

e precisa perdurar por um resgate de valores humanos!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Festival de Teatro

Festival de Teatro

Inscrições abertas até o final do mês no Rio de Janeiro
e até final de março em São Paulo

Estão abertas as inscrições para a Sétima Edição do Festival de Teatro (http://teatrofest.com), no Rio de Janeiro até dia 28 de fevereiro e em São Paulo, até dia 30 de março, em sua 1a edição. O Festival tenta suprir a necessidade das companhias teatrais da cidade de São Paulo, as menos favorecidas e que estão à procura de um espaço nesse concorrido mercado de trabalho e que não encontram espaços nas casas de espetáculos e são relegadas a espaços culturais fora de repercussão junto mídia. É a grande oportunidade de premiar novos e até então desconhecidos talentos das artes cênicas. A produção esta a cargo de Eduardo Marins, especialista nesse tipo de projeto e que é curador e diretor artístico do Festival de Teatro Cidade do Rio de janeiro, já em sua 7ª edição. Este é o segundo no país a proporcionar como premiação uma real temporada para a melhor montagem.
"Temos convicção que descobriremos diversos talentos na área de interpretação, direção, figurinos e cenografia ajudando na colocação dos mesmos no mercado de trabalho.Em suas seis edições contamos com a participação de Camila Amado, Ítala Nandi, Thiago Santiago, Luis Carlos Maciel, Michel Bercovich, Lionel Fisher, entre outros", ressalta o produtor.
Com total sucesso no Rio de Janeiro, foram 256 inscrições dos principais grupos e companhias teatrais do Rio de Janeiro, ultrapassando 11 mil expectadores. "Nossa responsabilidade social fica latente ao aprovar projetos vindos de comunidades carentes", enfatiza Marins.
Estímulo a companhias teatrais
O Rio de Janeiro possui um grande número de produções teatrais e pesquisas indicam que seria necessário um número três vezes maior de casas de espetáculos para abrigar toda produção gerada pelas companhias e grupos somente da cidade do Rio de Janeiro. Se levar em consideração todo o estado, então, ficaria impraticável produzir teatro na cidade.
Segundo Marins, a maioria das companhias é obrigada a se apresentar quase sempre em espaços onde a afluência do público insatisfatória, por falta de tradição ou dificuldade de acesso à casa de cultura, que desestímula vários artistas competentes. Os melhores teatros de nossa cidade dão preferência à locação para grandes espetáculos, apesar de reservarem pouco espaço em sua agenda alternativa para essas companhias, seus custos de aluguel são elevados.
Realizado em ponto nobre da cidade do Rio de Janeiro, o Teatro Princesa Isabel, em Copacabana, atrai as principais companhias e grupos teatrais e legitima a oportunidade de visualização do trabalho por um público mais seleto e grupos teatrais conseguemuma aproximação maior com a imprensa, explica o organizador.
Serão apresentados 22 espetáculos, sendo 12 direcionados ao público adulto e 10 ao infantil com participação de mais de 400 profissionais.
Objetivos plenamente alcançandos
Dentre os objetivos principais o TeatroFest promover intercâmbio cultural entre profissionais e amadores; dá oportunidade aos novos talentos; estimula a formação de novas platéias; movimenta o mercado de trabalho; os participantes do Festival têm prioridade na ocupação de vagas nas oficinas. E com visibilidade que o festival proporciona os participantes têem maiores oportunidades de convites para trabalhos futuros. E ainda há parceria com a Academia Internacional de Cinema que possibilita que os melhores atores e técnicos serão aproveitados em curtas e longas metragens.
Inscrições pelo site do Festival
As companhias interessadas podem se inscrever no site do Festival http://teatrofest.com até 28 de fevereiro para grupos do Rio de Janeiro e até 30 de março para São Paulo.
Premiação no Rio de Janeiro
7º Festival de Teatro da Cidade do Rio de Janeiro
Local: TEATRO PRINCESA ISABEL
Avenida Princesa Isabel, 186 – Copacabana, Rio de Janeiro, RJ.
De 12 de maio a 4 de junho: Fase competitiva do festival direcionado ao público adulto, realizado as terças, quartas e quintas às 21h, totalizando 12 espetáculos.
De 09 de maio a 07 de junho: Fase competitiva do festival direcionado ao público infantil, realizado aos sábados e domingos, às 17h, totalizando 10 espetáculos.

Premiação em São Paulo
1º Festival de Teatro Cidade de São Paulo
Local: TEATRO BIBI FERREIRA
Avenida Brigadeiro Luis Antônio, 931 – Bela Vista, São Paulo, SP.
De 16 de junho a 09 de julho: Fase competitiva do festival direcionado ao público adulto, realizado as terças, quartas e quintas às 21h, totalizando 12 espetáculos.
De 13 de junho a 12 de julho: Fase competitiva do festival direcionado ao público infantil, realizado aos sábados e domingos, às 16h, totalizando 10 espetáculos.
Acompanhe uma reportagem sobre a premiação do Festival, já tradicional no Rio de Janeiro.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Cinema



CineCufa 2009


Participe!

Fonte: Fundação Palmares/www.portalafricas.com.br


Inscrições de 09/01/08 a 07/03/08
As inscrições para 3ª edição do CineCufa estão abertas. O Festival nasceu da proposta de democratização da Sétima Arte, por isso, só serão exibidas produções criadas por moradores e legítimos representantes das favelas.
Para os cineastas e cinéfilos que acabam de conhecer o CineCufa, e mesmo para os que já participaram de uma e/ou outra de nossas edições, vale lembrar que neste início de século XXI, por conta de avanços tecnológicos, houve um barateamento dos equipamentos audiovisuais. Deste modo, hoje qualquer pessoa pode fazer um filme usando tecnologia digital (amadora ou profissional).
Isto faz com que o número de produções audiovisuais aumente, bem como os cursos de capacitação profissional. Assim, a Central Única das Favelas, que já desenvolve seu Núcleo Audiovisual há pelo menos uma década, pretende valorizar cada vez mais as produções dos cineastas de favela, bem como fomentar a construção de uma identidade que passe a atuar mais fortemente no mercado cinematográfico, ou seja, criando um viés para que essas obras sejam exibidas e possam ser ativas neste movimento. O que incentiva os realizadores dessa crescente vertente audiovisual a se reconhecerem como representantes de um novo movimento estético, social e político.
Este é o mote do CineCufa: a realização de um festival de cinema no qual as obras exibidas não abordem necessariamente o tema "favela", mas sim, que tenham por trás das lentes o ponto de vista da periferia e de seus representantes, oriundos de toda e qualquer parte do mundo.
E como prova do crescimento do Festival, na 2ª edição, o evento teve como novidade o prêmio "Governo do Rio - Na Tela da Favela", que se dividiu em dois quesitos: "Voto Popular" e "Júri Especializado". Destes, Guilherme Varella (jovem diretor do curta "Raízes") e o trio composto por Paulo Silva, Júlio Pecly e Cavi Borges (com o filme "7 Minutos") foram os ganhadores, respectivamente.
"O CineCufa é composto pelas produções de quem está dentro da comunidade, de lá pra fora. Por meio de cursos como os que a CUFA oferece, as pessoas da comunidade passam a ter um olhar cinematográfico, mais crítico" - comenta Paulo Silva, ex-aluno do Núcleo de Audiovisual da CUFA. "E isso não quer dizer que na favela só tem história triste, e só existe felicidade na Zona Sul", acrescenta Júlio, também ex-aluno.
Para maiores informações: isabela.madureira.rio@cufa.org.br / julianadionisio.madureira.rio@cufa.org.br Tel: (21) 30157113 / 78168199